As vinhas da Região Demarcada do Douro, sobretudo as mais expostas ao sol, já começaram a sentir os sintomas da falta de água, especialmente nos concelhos de Alijó, S. João da Pesqueira, Foz Côa, Torre de Moncorvo e Murça. Em algumas zonas, «a percentagem média de folhas secas por videira chega a ultrapassar os 80% e em Casal de Loivos, Alijó, há vinhas cujas parras estão totalmente secas», diz o Jornal de Notícias.
«A situação é muito preocupante», admitiu ao diário Fernando Alves, da Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID), já que além da seca ter condicionado a vida vegetativa da videira também afectou a evolução do próprio bago que «está menor com a película mais grossa e menos sumo».
Para tentar combater a situação, o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), a pedido do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), considerou o Douro como uma região com condições de ocorrência de stress hídrico e «autorizou seis empresas a recorrer, a título experimental, à rega das vinhas (interdita na região demarcada)», lemos no Jornal de Notícias. Mas para isso existem condições: a experiência só é permitida se enquadrada num estudo que uma comissão criada pelo IVDP está a fazer sobre a rega das vinhas do Douro e os seus efeitos na qualidade e quantidade do vinho produzido.
Em paralelo, o IVDP realizará um levantamento de todos os sistemas de rega já existentes na Região Demarcada do Douro e vai apurar junto das empresas que adoptaram essa prática «se houve ou não perda de qualidade (…) e se teve reflexo na quantidade», avançou Jorge Dias, da direcção do IVDP.
Fonte: JN
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