Vindima perde 5%

As estimativas da Associação de Viticultores do Concelho de Palmela (AVIPE) apontam para uma quebra de cerca de 5% na vindima deste ano na Península de Setúbal, uma diminuição, apesar de tudo, menor do que inicialmente foi equacionado, face à seca que o país atravessa. Esta redução na produção, segundo adiantou ao JN Ana Chambel, da AVIPE, deverá vir a registar-se “tanto a nível da uva branca como tinta”.

A pouco mais de três semanas do início da vindima, os vitivinicultores da região vêem, assim, afastados os receios de quebras significativas da produção, uma vez que a situação das vinhas evoluiu favoravelmente. Na verdade, adiantou Ana Chambel, “julgava-se que as vinhas não iam aguentar, mas os bagos estão a encher bem e estão bem formados”. Ainda assim, “existem algumas vinhas que se estão a ressentir” da seca, particularmente “as que não são regadas”.

E se esta estimativa relativa à produção foi recebida com alívio, os vitivinicultores da Península de Setúbal estão ainda entusiasmados com a perspectiva de os vinhos a produzir na região este ano serem de boa qualidade. Segundo a AVIPE, “apesar de ter diminuído a quantidade de uva, os bagos estão mais concentrados, o que permite perspectivar uma qualidade boa, ou seja uma maior quantidade de vinho equilibrado”.

Dados disponibilizados pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS) – entidade responsável pela certificação dos vinhos na região -, indicam que no ano passado a produção de uva tinta atingiu cerca de 34 mil toneladas e a de uva branca cerca de dez mil.

A estimativa das quebras na produção na Península de Setúbal é muito idêntica à esperada a nível nacional. Tal como o JN noticiou recentemente, as primeiras previsões oficiais do Instituto da Vinha e do Vinho (que serão actualizados no final deste mês) apontam para uma redução na ordem dos 4%. A produção a nível nacional deverá atingir os 119 milhões de litros.

Fonte: JN

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