De Janeiro a Agosto, as vendas de vinho do Porto tiveram aumentos consideráveis, em quantidade, para o Brasil (+18,2%) e para Espanha (+17,3%), mas registaram recuos em Portugal (-1,3%) e, sobretudo, na Alemanha (-17,8%), por comparação com igual período do ano passado.
O facto de as vendas terem aumentado 24,3% para a República Checa poderá indiciar que o país deixou de adquirir o vinho por via da Alemanha (e assim se justifica parte da perda no mercado germânico) e passou a adquiri-lo directamente a Portugal, à semelhança de outros países do Leste.
O comércio para os EUA revela que se está a tornar um mercado rentável, na medida em que, apesar de a quantidade vendida ter aumentado 3,2%, o valor das vendas subiu muito mais (17,3%).
A França, que é o principal destino, teve quebras em quantidade (-2,4%) e em valor (-4,1%), mas, no total dos oito meses, o saldo global traduz-se por resultados praticamente iguais às vendas de 2004.
Para manter a estabilidade do negócio, o IVDP, em conjunto com o comércio e a produção, definiu que a quantidade de mosto a beneficiar na vindima de 2005 será de 120 mil pipas, número que corresponde a uma “fixação prudente” e a uma “fórmula ideal de não geração de excedentes”, como justifica o Comunicado de Vindima.
Apesar de as previsões do Instituto da Vinha e do Vinho apontarem para uma quebra de 22% na produção no Douro, relacionada com a seca, deconhece-se o impacto específico no Vinho do Porto.
Fonte: JN
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