Vacina para humanos em estudo

Os cientistas continuam a reunir esforços para a criação de uma vacina eficaz face a uma epidemia de gripe à escala mundial, provocada pela adaptação do vírus H5N1. No entanto, e apesar de alguns casos de sucesso na investigação, a vacina só poderá surgir uma vez conhecida exactamente a constituição da nova estirpe pandémica. Embora o H5N1 tenha já provocado a morte a mais de 60 pessoas na Ásia, desde 2003 ainda não se verificou a transmissão eficaz entre humanos. Até ao momento, foi detectado um caso de contágio entre duas pessoas, na Tailândia, mas os especialistas acreditam que tal se deve ao grau de virulência e não às características do próprio vírus. São as mutações destas, aliás, que constituem a principal preocupação dos peritos internacionais. Uma das hipóteses é a recombinação genética do vírus, através da sua mistura com um outro vírus da gripe, alojado, por exemplo, num porco ou numa pessoa. Outro risco, ainda mais preocupante, é o de o H5N1 adoptar, por si mesmo, mecanismos de adaptação à espécie humana, facilitando assim a propagação rápida entre a população. Uma vez que ainda não se sabe qual a constituição do vírus responsável pela pandemia de gripe, ninguém tem anticorpos protectores. Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já distribuíu o vírus por vários laboratórios, incumbidos da missão de desenvolver um protótipo capaz de, no momento certo, dar origem a uma vacina eficaz. Dos Estados Unidos veio já um sinal de esperança neste sentido, quando o laboratório francês Sanofi Pasteur anunciou o fabrico de uma possível vacina eficaz na prevenção da doença. Os testes foram realizados num pequeno grupo de voluntários, em três universidades norte-americanas.

Fonte: DN

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