A Direcção-Geral de Saúde (DGS) esclareceu, ontem, que a vacina contra a gripe, que anualmente é produzida para proteger contra as estirpes de vírus responsáveis pelas epidemias anuais de gripe humana, não confere qualquer protecção contra a gripe das aves.
Em comunicado divulgado no “site” daquele organismo do Ministério da Saúde, a DGS informa que a vacinação contra a gripe para 2005/2006 – cuja composição ainda não é conhecida – “não confere qualquer protecção contra a infecção pelo vírus influenza H5N1, responsável pela actual epizootia de gripe das aves em alguns países do sudeste asiático”. Acrescentando que “não existe, actualmente, uma vacina aprovada contra o H5N1”.
Sobre a vacina contra a gripe humana, a DGS alerta para o facto de a sua prescrição ser selectiva. “A quota de vacinas contra a gripe atribuída a cada país é limitada, pelo que a prescrição deverá ser selectiva para grupos prioritários”, adianta.
Salientando, ainda, que “a prescrição indiscriminada da vacina comprometeria a disponibilidade de vacinas para os que dela mais beneficiariam”.
O principal objectivo para a época de gripe 2005/2006 é “aumentar a cobertura vacinal nos grupos considerados prioritários”, adianta o comunicado.
A vacina contra a gripe deve ser administrada em Outubro e os “grupos prioritários” são as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, os doentes com mais de seis meses de idade com doenças crónicas, como cardíacas, renais, hepáticas, pulmonares, metabólicas (diabetes) ou neuromusculares.
As pessoas com imunodepressão, os residentes ou com internamentos prolongados em instituições de saúde e os indivíduos sem abrigo são considerados de risco, bem como os que lidam diariamente com grupos de risco.
Fonte: JN
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