Utilização de milho para biocombustíveis gera polémica nos Estados Unidos

A produção de biocombustíveis, especificamente de etanol, e as suas consequências para o mercado alimentar estão a gerar polémica nos Estados Unidos, noticia o jornal The New York Times.

O instituto ecologista Earth Policy publicou um estudo que indica que o sector do etanol está a crescer demasiado depressa, de tal forma que já se fala numa “febre do ouro”. Actualmente, estão em construção 79 unidade de produção de etanol, que duplicarão a capacidade produtiva em 2008.

Teme-se que a situação, conforme avança o Agrodigital, leve a que as fábricas de etanol consumam, a curto prazo, metade da totalidade do milho produzido nos Estados Unidos, o que resultaria na subida dos preços do cereal no mercado alimentar, particularmente para a alimentação animal.

A Associação de Energias Renováveis não partilha, contudo, dos receios ambientalistas, esclarecendo que estão em construção apenas 62 fábricas e que não se prevê que estas unidades conduzam a um consumo assim tão elevado de milho para etanol. A organização defende que a produção de milho é suficiente para manter o equilíbrio do mercado.

Também os produtores de milho norte-americanos crêem que a produção será capaz de corresponder à procura, uma vez que os agricultores têm sabido responder às exigências do mercado através de aumentos na produção.

Presentemente, o preço do milho nos Estados Unidos já atingiu um preço recorde e prevê-se que a superfície cultivada aumente em oito por cento na próxima campanha, o que deverá resultar na maior sementeira desde 1985.

Fonte: Agrodigital e Confragi

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