O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou um relatório sobre o impacto da eventual liberalização mundial do comércio no sector do leite e lacticínios. A principal conclusão indica que a eliminação dos apoios à produção diminuiria a produção global.
O sector do leite e lacticínios é um dos mais protegidos por tarifas aduaneiras, restituições à exportação, quotas de produção, ajudas à produção, intervenção, etc. Desde 1995, em média, esse sector conta com cem por cento de apoio doméstico na Austrália, 84 por cento no Canadá, 55 por cento nos Estados Unidos e 12 por cento na União Europeia.
Com a diminuição da produção em função da eliminação destas ajudas, os preços sofreriam um aumento. Contudo, o decréscimo produtivo não seria significativo, já que a União Europeia e o Canadá registariam aumentos produtivos com o fim das quotas de produção.
Os países com altos níveis de apoio e protecção ao leite e lacticínios, como é o caso de Japão, perderiam valor na produção, mas os países que produzem a baixo custo e com baixos níveis de apoio, como a Austrália ou a Nova Zelândia, ganhariam com o incremento dos preços internacionais, avança o Agrodigital.
Com a liberalização do comércio mundial de leite e lacticínios, a União Europeia, que é o maior exportador mundial do sector, assistiria à redução da sua quota do mercado da manteiga e do leite desnatado em pó, mas manteria a sua posição no mercado dos queijos.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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