UNILEVER Desenvolve Proteína Geneticamente Modificada para Gelados

A Unilever desenvolveu uma nova proteína modificada geneticamente que, segundo a empresa, pode ser utilizada na produção de gelados com baixo teor de gordura, sem, contudo, motivar alterações no sabor, seguindo uma tendência das empresas daquele sector de irem de encontro aos anseio de consumidores preocupados com a sua saúde.

A Unilever, que em Portugal comercializa a marca Olá, solicitou à Food Standards Agency britânica autorização para usar as proteínas na estruturação de gelos nos seus geladas. Esta medida faz com que a Unilever seja a terceira grande empresa alimentar, no espaço de duas semanas, a anunciar a sua intenção de penetrar no mercado dos gelados com baixo teor de gordura. As restantes duas foram a holandesa Unimills e os americanos da FMC Biopolymer

Estas duas empresas desenvolveram, respectivamente, técnicas de redução da gordura saturada nos gelados e o desenvolvimento de um novo ingrediente, à base de celulose, que permite reduzir os teores de gordura dos gelados.

A Unilever, refere o site Dairy Reporter, terá usado leveduras (de fermento de pão) geneticamente modificadas, contendo uma proteína originalmente isolada do sangue de peixe (a lampreia), que tem a capacidade de estruturar o gelo. Tanto a proteína como a levedura são removidas da fórmula durante o processamento, o que significa que não está presente no produto final. Ao nível do consumidor os gelados indicariam ao nível da rotulagem, apenas a proteína estrutural.

Um porta-voz da Unilever disse que este processo pode substituir a gordura do gelado sem comprometer o sabor correspondnete. “A proteína que estrutura o gelo torna os cristais de gelo do gelado mais robustos e permite que se retirem as gorduras, porque uma das principais razões para a utilização das gorduras nos gelados liga-se à sua capacidade estrutural”.

A Unilever disse que pretende usar esta proteína em várias marcas de gealdos no Reino Unido e na Europa, assim que for aprovada pelas autoridades competentes. As autoridades de outros países, como é o casos dos Estados Unidos ou do Canadá, já aprovaram a proteína, tendo a Unilever usado esta tecnologia no fabrico de geladois Breyers

Fonte: Anil

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …