União Europeia admite alterar legislação sobre rotulagem de transgénicos

União Europeia prometeu hoje estudar a possível alteração da legislação sobre rotulagem de produtos transgénicos, como ovos e carne, provenientes de animais alimentados com ração OGM. A Greenpeace entregou hoje, em Bruxelas, uma petição com um milhão de assinaturas para pedir rótulos obrigatórios.

A União Europeia (UE) tem legislação sobre os limites à presença de organismos geneticamente modificados (OGM) nos alimentos e rações para animais, antes de serem rotulados como biotecnológicos. Mas estas regras, que entraram em vigor em 2004, não se aplicam à carne e a lacticínios provenientes de um animal alimentado com OGM.

Para os grupos ecologistas, esta isenção é uma lacuna no labirinto legislativo europeu sobre os transgénicos. Para a indústria da biotecnologia e alimentação animal seria impensável e inaceitável alterar o seu status quo.

“Todos os anos entram no mercado europeu milhões de toneladas de alimentos geneticamente modificados, usados para a alimentação do gado. Mas os consumidores não são informados”, alerta Marco Contiero, da Greenpeace.

Contiero entregou hoje uma petição ao comissário europeu da Saúde, Markos Kyprianou, que foi assinada por um milhão de cidadãos europeus, exigindo rótulos especiais para o leite, ovos, carne e outros produtos de animais alimentados com transgénicos.

No passado, a Comissão Europeia disse que não havia planos para reforçar a legislação europeia sobre rotulagem. Fazer isso seria “desproporcionado”.

Esta posição – apoiada pela indústria internacional de biotecnologia, que insiste que os seus produtos são perfeitamente seguros – pode estar agora prestes a mudar.

“Uma petição com um milhão de assinaturas mostra grande interesse nesta questão. Vamos repensar o caso”, prometeu Markos Kyprianou.

A maioria das importações europeias, principalmente soja e milho, vem de países como os Estados Unidos, onde as plantações OGM são comuns.

Segundo a Greenpeace, mais de 90 por cento dos produtos agrícolas OGM importados na Europa são soja e milho destinados à alimentação animal. Isso significa que 20 milhões de toneladas de OGM entram, por ano, na cadeia alimentar europeia.

Fonte: Público

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