UE/Cimeira: Acordos de Bruxelas e Hong Kong “Boas Notícias para Europa”

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou hoje que os consensos alcançados nos últimos dias em Bruxelas, sobre o orçamento comunitário, e em Hong Kong, no âmbito da OMC, constituem “boas notícias para a Europa”.

“Podemos encarar 2006 com um pouco mais de optimismo”, comentou, numa conferência de imprensa em Bruxelas, na qual fez o balanço das negociações sobre as denominadas Perspectivas Financeiras para 2007/2013 e da Organização Mundial do Comércio (OMC), que permitiram um acordo selado no primeiro caso e progressos no segundo.

Relativamente ao quadro orçamental da União Europeia a partir de 2007, “fechado” pelos 25 já na madrugada de sábado, Barroso voltou a indicar que as suas ambições para a Europa vão “muito além” deste orçamento, mas que foi um “resultado positivo nas circunstâncias actuais” e traduziu-se em “soluções aceitáveis para todos”.

O presidente do executivo comunitário sublinhou novamente que o acordo permitiu “evitar uma crise que teria consequências muito, muito graves”, e recordou a cláusula de revisão que confere à Comissão Europeia um “mandato” para propor uma reforma profunda do orçamento a partir de 2008 e, indicou, avançar com alterações de modo a torná-lo mais “ambicioso”.

O acordo sobre Perspectivas Financeiras para 2007/2013 prevê um “envelope” global de 862.363 milhões de euros, o que representa 1,045 do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da União Europeia.

“Gostaríamos de ter ido mais longe, mas nas circunstâncias actuais seria difícil”, comentou.

Quanto à reunião ministerial de Hong Kong, o discurso foi idêntico, com Barroso a considerar que o acordo alcançado sobre o fim às ajudas às exportações agrícolas dos países em 2013 foi o possível nesta altura e, acima de tudo, permitiu manter “sobre os carris” a ronda de Doha, sobre a liberalização comercial, deixando aberta a possibilidade de ser alcançado um acordo final.

“É um feito, porque havia um risco de uma ruptura”, observou.

Barroso aproveitou a oportunidade para deixar um aviso aos “parceiros” da União Europeia na OMC, advertindo que a Europa não fará novas concessões no domínio da agricultura.

“Se os nossos parceiros pensam que o sucesso assenta em mais concessões da Europa no domínio da agricultura, estão enganados”, afirmou o presidente da Comissão Europeia, indicando que também é preciso outros países fazerem concessões em domínios como os bens industriais e serviços.

Fonte: Lusa

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