O Parlamento Europeu manifestou hoje a sua oposição à proposta da Comissão Europeia de reforma do sector vitivinícola que prevê o arranque de 400 mil hectares de vinha na União Europeia em 5 anos.
A posição da assembleia, que não é vinculativa, foi tomada hoje em Estrasburgo, a poucos meses de Bruxelas apresentar formalmente o projecto de reforma da Organização do Mercado Comum (COM) do vinho.
Segundo a assembleia, “a questão do abandono definitivo não pode constituir o ponto fulcral da reforma da OCM” e cada Estado- Membro ou região deve poder fixar um limite máximo autorizado flexível de arranque em cada região e escolher as categorias de vinho que terão prioridade no programa de arranque.
O Parlamento Europeu também se opõe à supressão imediata do mecanismo da destilação e de outras medidas de apoio ao mercado, como é intenção da Comissão, sustentando que “apesar de serem susceptíveis de melhorias em termos de programação e utilização, não parece oportuno suprimi-las sem um período transitório”.
O ministro da Agricultura, Jaime Silva, já indicou diversas vezes que Portugal não deverá ser largamente afectado com a proposta de arranque de vinha, uma vez que o excedente de vinho “é um problema sobretudo noutros países”, e comentou que um certo arranque “até é bem-vindo”.
Mais delicado será o fim das ajudas à destilação, de que Portugal beneficia para a produção de vinho do Porto, o que deve implicar um aumento dos preços dos vinhos ao consumidor.
Em Portugal, existem 236 mil hectares de vinha, num total de 3,5 milhões de hectares na UE, e 39.500 produtores declarados.
Fonte: Agroportal
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