A Comissão Europeia fixou hoje níveis máximos para a presença de dioxinas e PCB na alimentação animal e de origem animal, dois químicos tóxicos que podem provocar cancro, lesões no fígado e problemas de fertilidade.
A nova legislação estabelece o máximo permitido da combinação de dioxinas e PCB (difenilpoliclorados) nos alimentos para animais e de origem animal tendo em vista a defesa dos consumidores, determinando que qualquer alimento cuja soma das duas ultrapasse os limites “não pode ser comercializado” na União Europeia.
Desde 2002 que o nível das dioxinas é alvo de limitação pela legislação comunitária, mas os prejuízos dos PCB não estavam ainda suficientemente provados a nível científico, justifica Bruxelas.
“A redução da presença de substâncias químicas persistentes como as dioxinas e PCB do tipo dioxina na cadeia alimentar é um elemento importante para garantir a saúde e a segurança dos consumidores europeus”, segundo um comunicado da Comissão Europeia.
Os dois compostos tóxicos podem provocar uma série de problemas de saúde como o cancro, problemas imunitários e do sistema nervoso, lesões no fígado e esterilidade.
“Prosseguiremos a nossa estratégia contra as substâncias tóxicas, reexaminando constantemente como podemos reduzir a exposição humana. Cabe agora às autoridades nacionais dos Estados-membros fiscalizar que o controlo seja exercido correctamente”, afirmou o comissário europeu da Saúde e Protecção dos Consumidores, Markos Kyprianou.
Os níveis estabelecidos a estes produtos – que existem no ambiente e podem ser encontrados no ar, água ou solo das zonas industrializadas, bem como na alimentação – serão revistos até 31 de Dezembro de 2008, com o intuito de se tornarem ainda mais limitados.
Fonte: Agroportal
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