A crise económica afectou o comércio mundial de mercadorias durante 2009, no entanto, o sector agrícola foi o que menos repercussão tem sofrido, com uma redução de 13 por cento em valor e três por cento em volume no ano passado.
No caso da União Europeia (UE) o cenário foi diferente em relação ao ano anterior, com descidas verificadas tanto nas importações como exportações, de acordo com o última informação avançada pelo controlo do comércio alimentar da Comissão Europeia (CE).
No caso das exportações, a UE vendeu memos aos seus principais clientes, e nos estados Unidos as exportações caíram, pelo segundo ano consecutivo, oito por cento, com a maior queda registada na Rússia, com menos 21 por cento, enquanto as exportações para a China aumentaram mais de 20 por cento, sobretudo de produtos finais.
As importações de produtos agrícolas na UE desceram mais que as exportações, com menos 13 por cento em valor e nove em volume, com o milho, a soja, trigo, azeite e bolos a contribuírem com cerca de 50 por cento para a redução das importações. Os principais abastecedores de mercadorias da região comunitária perderam as vendas em 2009, com uma diminuição de 24 por cento no caso dos Estados Unidos e de 29 por cento na Argentina.
Nos Estados Unidos, as exportações de produtos agrícolas sofreram uma quebra de 14 por cento no ano passado, mas ainda acima dos valores registados em 2007; no Brasil caíram seis por cento, sendo a carne de bovino e de aves os sectores mais afectados.
A Rússia desceu as suas importações em 17 por cento, como consequência de uma menos procura e também das restrições comerciais, á semelhança da China, onde alcançaram uma diminuição de 11 por cento.
Fonte: Confagri
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