A Comissão Europeia adoptou uma proposta de regulamento para a abertura da revenda de açúcar de intervenção para exportação. O objectivo é aliviar as elevadas existências, que se cifram actualmente nas 855 mil toneladas.
A utilização da figura do açúcar de intervenção começou a banalizar-se em Março de 1995, quando se começaram a oferecer grandes quantidade para intervenção pública, na sequência dos excedentes originados pela adesão de novos estados-membros à União Europeia. Os stocks chegaram a atingir os 1,87 milhões de toneladas.
Presentemente, fruto do açúcar produzido na nova campanha, reduziu-se o interesse na compra de açúcar de intervenção por parte dos operadores, pelo que este deverá ser armazenado, mediante custos elevados e risco de deterioração. É para suavizar estes riscos que a Comissão pretende fomentar a venda de açúcar para exportação.
Este processo, avança o Agrodigital, deverá decorrer dentro dos acordos firmados na Organização Mundial do Comércio, que permitem a exportação de um máximo de 1,374 milhões de toneladas. O açúcar de intervenção será vendido através de licitação ao preço de 632 euros por tonelada.
As licitações referentes a açúcar com destino ao mercado interno também vão continuar.
Fonte: Agrodigital e Confragi
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal