O Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia debateu, ontem, a reforma do sector do açúcar, tendo decidido a formação de um grupo de trabalho para preparar o próximo encontro de governantes, em que se espera um acordo político.
Os estados-membros concordam na necessidade de se proceder a uma reforma da organização comum de mercado (OCM) do açúcar, mas o processo pelo qual isso deve ser levado a cabo é alvo de polémica, particularmente no que diz respeito ao nível de preços.
Alguns países defenderam que um recorte nos preços de 39 por cento é o mínimo, enquanto outros entenderam que os objectivos da reforma podem ser alcançados com uma redução menor. Algumas delegações consideraram, ainda, que deve haver uma possibilidade de flexibilidade no caso de implementação de um desligamento total das ajudas à produção.
De acordo com o Agrodigital, foi também debatida a questão do controlo das importações de países menos avançados, tendo-se verificado que continua a ser um dos assuntos de mais difícil resolução.
No que diz respeito ao fundo de reestruturação, alguns países defenderam o reforço do papel dos estados-membros na sua gestão, de forma a controlar os aspectos sociais e ambientais dos abandonos da produção.
A comissária da Agricultura, Mariann Fischer Boel, reiterou a necessidade de uma redução de preços em 39 por cento, considerando que a medida é essencial para a eliminação dos excedentes e para permitir a entrada de novas importações. Além disso, a responsável afirmou que não quer mais do que alguma flexibilidade na aplicação do fundo de reestruturação, no caso do desmantelamento parcial de fábricas.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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