Os ministros da Agricultura dos 27, reunidos hoje no Luxemburgo, chegaram a acordo sobre as capturas de peixe de espada preto para os próximos dois anos, tendo Portugal assegurado a manutenção das quotas na Madeira.
O ministro da Agricultura e Pescas, Jaime Silva, manifestou-se “satisfeito” no final das negociações de hoje sobre os Totais Admissíveis de Capturas (TAC) e quotas de espécies de águas profundas, já que a Comissão “recuou” na sua proposta original de reduzir as quotas de peixe de espada preto na Madeira (em 15 por cento) e de restrições à captura de goraz nos Açores.
“No caso português estamos satisfeitos porque conseguimos provar, do ponto de vista científico, que as propostas que a Comissão fazia para as regiões autónomas da Madeira e dos Açores não tinham base científica, e a Comissão reviu a sua posição”, afirmou.
Já quanto às quotas de peixe de espada preto nas águas do continente, o Governo aceitou uma redução, de 10 por cento em 2009 — em vez dos 30 por cento inicialmente sugeridos por Bruxelas -, e 7 por cento no ano seguinte, até porque mesmo com essa redução Portugal garante um TAC “acima daquilo” do que tem sido a quantidade efectivamente pescada em média pelos pescadores do continente.
Jaime Silva congratulou-se também por as negociações deste ano revelarem “um claro sinal de que a política de sustentabilidade veio para ficar”, e que essa é a política da Comissão Europeia, da União Europeia, e também do Governo português.
Fonte: Agroportal
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