UE não dá respostas imediatas à crise do sector leiteiro

Os ministros da Agricultura da União Europeia, reunidos ontem em Bruxelas, limitaram-se a fazer uma reflexão a longo prazo sobre a crise do sector leiteiro, não tendo tomado medidas imediatas, apesar da manifestação de milhares de produtores na capital belga.

No fim da reunião, a comissária europeia para a Agricultura, Mariann Fischer Boel, anunciou apenas que um grupo de especialistas de alto nível iria analisar a questão a partir de terça-feira, com o objectivo de fazer propostas até Junho de 2010 sobre as medidas a médio e longo prazo para o sector.

A UE está sob forte pressão para agir, com os produtores de leite em graves dificuldades devido à queda dos preços em mais de 50% em alguns países, e a ameaçar retomar a greve de abastecimento de leite se a reunião não terminasse com resultados positivos.

Centenas de produtores de leite manifestaram-se em frente à sede do Conselho da UE, no coração do bairro europeu, onde aconteceu a reunião, tendo lançado ovos e castanhas a quem entrasse na sede do Conselho, onde os ministros da Agricultura dos 27 se reuniram num almoço informal sobre a crise do leite. Os manifestantes foram mantidos à distância por um numeroso efectivo policial, que montou barricadas.

Na reunião de Bruxelas, de um lado estavam partidários da manutenção da liberalização do mercado, a redução dos subsídios e a supressão de quotas de produção de leite até 2015, e do outro defensores da manutenção de uma regulação forte do sector e subsídios.

Antes da reunião, Mariann Fischer Boel tinha dito estar “aberta às boas ideias”, mas rejeitava qualquer proposta para uma alta artificial dos preços.

Fonte: Anil

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