Portugal pediu hoje à Comissão Europeia que avance com apoios comunitários “excepcionais” de ajuda ao sector avícola face à redução entre 20 e 30 por cento do consumo devido à gripe das aves.
Segundo o secretário de Estado Adjunto, da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira, que representa Portugal na reunião de ministros da Agricultura da União Europeia (UE), em Bruxelas, depois da abertura demonstrada por Bruxelas para apoiar o sector, Portugal e outros Estados-membros avançaram com propostas concretas.
Estas medidas podem incluir apoios à armazenagem provada, ajudas à redução da produção, uma campanha de informação para esclarecer os consumidores e medidas de compensação à eliminação dos “stocks” existentes e aos produtores com dificuldades em escoar a produção.
Luís Vieira avançou com a proposta de, caso se verifique uma crise prolongada, a UE apoie a manutenção das unidades de abate e o desemprego temporário.
“Trata-se de uma situação excepcional que exige medidas excepcionais por parte da União Europeia”, afirmou o secretário de Estado, acrescentando ser contra a concessão de ajudas de Estado “porque distorcem a concorrência”.
A comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Boel, vai propor um conjunto de medidas de apoio ao sector avícola para fazer face à descida do consumo na União Europeia devido à gripe das aves, que passam por promover a descida da produção.
“Sem ser muito específica nesta fase, estas medidas devem atacar o problema a montante e reduzir a potencial produção de forma a evitar que o problema continue a jusante”, afirmou a comissária aos ministros da Agricultura da União Europeia (UE), que se encontram reunidos em Bruxelas com a gripe das aves no topo da agenda.
Até agora, a doença foi detectada em aves selvagens em 11 Estados-membros da UE – Alemanha, Áustria, França, Itália, Grécia, Eslovénia, Suécia, Dinamarca, Chipre, Hungria e Polónia – e em aves domésticas numa exploração francesa.
Fonte: Agroportal
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