A Comissão Europeia (CE) e a União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA) uniram esforços para combater a crise alimentar e impulsionar a integração regional.
As duas entidades concordaram em aumentar a colaboração entre a CE e a UEMOA, da qual fazem parte países como o Senegal, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali e Nigéria, entre outros, incluindo iniciativas que tenham um impacto positivo nos preços dos produtos alimentares.
O presidente da UEMOA, Soulaïma Cissé, reuniu-se com a comissária europeia para a Política Regional, Danuta Hübner, e com o comissário para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, num encontro onde o preço dos bens alimentares esteve no centro da discussão entre o comissário Luis Michel e o presidente, com o objectivo de discutir iniciativas concretas para reforçar a cooperação económica e política entre a UE e a UEMOA.
O presidente Cissé também este reunido com o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, num encontro onde foram discutidos os progressos em curso no acordo de parceria económica entre a UE e África Ocidental.
O comissário Louis Michel sublinhou que «para além do curto prazo da CE» para aplicar acções como a segurança alimentar de emergência, já em curso, são necessários programas de reestruturação do sector agrícola e das políticas, a médio e longo prazo, a fim de assegurar a auto-suficiência e da transferência de uma parte relevante do aumento dos preços para os produtores.
O mesmo salientou que a UEMOA possui uma longa experiência em matéria de política agrícola comum, e por isso, está confiante na possibilidade de um trabalho em conjunto, de forma a encontrar «soluções viáveis».
Louis Michel e o presidente Cissé discutiram ainda a implementação e a programação do 10º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) para 2008/2013, sublinhando a importância de apoiar o processo de integração em curso da região do oeste africano e reafirmando que, nesse sentido, um Acordo de Parceria Económica (APE) entre a UE e a África Ocidental iria funcionar como um instrumento para o desenvolvimento e permitiria reforçar a integração regional.
Por seu lado, a comissária, Danuta Hubner, afirmou que «a história da União mostra que a integração económica tem de ser acompanhada pela política regional e que existe uma ligação entre o nível de desenvolvimento económico e as capacidades dos países e regiões a participar nas suas políticas comuns», pelo que a UEMOA, que está a avançar numa integração económica entre os seus países-membros, «pode beneficiar desta experiência».
A responsável, em coordenação com o comissário Louis Michel, anunciou que vai ser enviada uma missão à sede da comissão da UEMOA, no Burkina Faso, para que esta possa beneficiar da experiência da política regional europeia.
As autoridades locais e regionais também são agentes fundamentais para a erradicação da pobreza, essenciais para um desenvolvimento adaptado às necessidades das populações e para o crescimento económico, razões que levam este intervenientes a entrarem na terceira edição das Jornadas Europeias de Desenvolvimento.
Segundo a CE, é por esta razão que os mesmos vão estar no centro da terceira edição das Jornadas Europeias para o Desenvolvimento, que se realizarão nos dias 15 e 17 de Novembro, de 2008, em Estrasburgo.
Fonte: CE e Confragi
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