A Comissão Europeia anunciou a detecção de uma terceira variedade de arroz transgénico ilegal em circulação no mercado comunitário. Desta feita, trata-se do arroz LL62 detectado em França em importações provenientes dos Estados Unidos.
A comunicação social tem dado conta de sucessivos escândalos alimentares com a presença de arroz geneticamente modificado no mercado da União Europeia, tanto de origem chinesa como norte-americana. Os produtos contaminados foram detectados em 13 estados-membros, incluindo Portugal.
Para a organização ambientalista Quercus, «embora se apresente como o mais exigente do mundo, o sistema legal europeu de regulamentação dos transgénicos mostra-se incapaz de evitar esta sucessão de escândalos alimentares».
Os ecologistas mostraram-se preocupados com os eventuais problemas de saúde pública advenientes do consumo do arroz transgénico, mas também com os perigos para a protecção do ambiente, para a agricultura e para o próprio direito à escolha dos cidadãos europeus.
A Quercus lembra que «não existe nenhum mecanismo instalado de detecção e protecção contra transgénicos não autorizados. Isto significa que a nossa cadeia alimentar pode estar contaminada com outros transgénicos ilegais». Estes organismos geneticamente modificados, muitas vezes, não passam da fase de ensaios de campo, mas, mesmo assim, não deixam de provocar contaminações que se têm espalhado internacionalmente.
«Assim, a Comissão Europeia e os estados-membros iludem-se e iludem-nos quando afirmam que as plantas transgénicas podem coexistir com as restantes formas de produção alimentar. A realidade é bem diferente: a engenharia genética é uma tecnologia defeituosa, incontrolável e incompatível com a sustentabilidade agrícola».
Fonte: Confragi
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