A Comissão Europeia apresentou, em Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, na passada segunda-feira, a proposta para a eliminação do milho de intervenção, prevendo compensações para a Hungria, país onde se produz a maioria das vendas à intervenção.
Alguns estados-membros manifestaram desacordo face à proposta, argumentando que a intervenção é um instrumento útil para a regulação do mercado, pelo que solicitaram o adiamento das decisões sobre a matéria, até que se constatem os efeitos do endurecimento dos requisitos mínimos de qualidade para a intervenção, aprovados recentemente.
A maioria dos países que se opuseram à proposta do executivo comunitário não oferece milho à intervenção, mas teme que a eliminação deste mecanismo abra um precedente que facilite a abolição da intervenção de outros cereais.
Antes da adesão, em 2004, de dez novos estados-membros, não se registavam, praticamente, ofertas de milho para a intervenção. A entrada da Hungria mudou o cenário, uma vez que é um grande produtor do cereal mas escoa o produto deficientemente por não ter orla costeira.
Assim, entre 2004 e 2006, os stocks de intervenção cresceram exponencialmente devido, precisamente, ao milho húngaro. Na última campanha, conforme escreve o Agrodigital, a situação mudou devido aos altos preços dos cereais, tanto no mercado comunitário como nos mercados internacionais.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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