A decisão na Comissão Europeia tem vindo a ser sucessivamente adiada por não existir ainda informação conclusiva sobre a segurança destes produtos. A próxima discussão deverá acontecer dentro de três meses. A polémica está definitivamente instalada na Europa desde Janeiro de 2008 quando as autoridades norte-americanas consideraram que a carne e o leite de bovinos, porcos e cabras clonados eram tão seguros como os produtos tradicionais
As autoridades europeias vão voltar a debater o consumo de produtos derivados de animais clonados, como o leite e a carne, apesar das reservas expressas pelos consumidores num inquérito realizado no final do ano passado. A Reuters revela que passados vários anos da experiência da Dolly (nascida em 1996), os cientistas estimam que na União Europeia existam cerca de uma centena de clones de gado, menos ainda de porcos e alguns cavalos de corrida clonados.
Os defensores destes produtos afirmam que a tecnologia pode ajudar a produzir mais leite e carne mais tenra com a criação de animais mais resistentes a doenças e insistem que a clonagem é segura. Do outro lado, grupos de consumidores e até grupos religiosos opõem-se a esta técnica e alegam que os cientistas não sabem ainda quais os reais efeitos nos produtos.
A União Europeia ainda não tomou nenhuma medida comum sobre a clonagem de animais para consumo. A Dinamarca é o único país que aprovou algum tipo de legislação nesta matéria.
Recentemente, terá sido promovida uma discussão à porta fechada mas sem que tenha sido possível chegar a um consenso. A comissão adiou a decisão solicitando um parecer científico a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA). Por sua vez, a EFSA – que em Julho admitiu que os produtos de animais clonados podiam não ser seguros e que era preciso mais estudos – terá agora concluído que há ainda demasiada incerteza neste campo.
“Queremos ter a certeza que não teremos problemas e por isso estamos a discutir esta questão com os nossos parceiros comerciais”, disse uma representante oficial da Comissão Europeia. Os contactos dos especialistas europeus estão, sobretudo concentrados nas autoridades no Canadá, Japão e Estados Unidos da Américas que se decidam a esta área.
No passado mês de Outubro, uma sondagem promovida pela Comissão mostrou que a maioria dos europeus tinha reservas sobre a clonagem de animais para consumo. Porém, cerca de 67 por cento admitiu a técnica para fins de preservação das espécies. A polémica está definitivamente instalada na Europa desde Janeiro de 2008 quando as autoridades norte-americanas consideraram que a carne e o leite de bovinos, porcos e cabras clonados eram tão seguros como os produtos tradicionais.
Fonte: Anil
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