O Institut d’Elevage, em França, publicou um estudo sobre o abandono da produção de leite na UE-15, tendo concluído que, embora todos os países tenham vindo a perder produtores, nem todos têm registado o mesmo ritmo neste processo.
Em alguns estados-membros, a taxa de redução de produtores de leite manteve-se constante, nos últimos anos, cifrando-se à volta dos seis a sete por cento. É o caso do Reino Unido, Finlândia, Suécia, Irlanda e Itália. No entanto, outros países têm registado taxas de redução na ordem dos 4,5 por cento, como é o caso da Alemanha, França, Bélgica e Áustria.
Logicamente, os países com uma menor quota leiteira deveriam ser aqueles com uma taxa mais elevada de abandono da produção, mas a teoria não se comprova em todos os casos. A Dinamarca, que é o país com a quota média por exploração mais elevada da União Europeia, registou uma perda média de produtores de leite de cerca de nove por cento, nos últimos cinco anos.
De acordo com o Agrodigital, o preço médio do leite pago no produtor diminuiu em todos os países, entre as campanhas 2001/2002 e 2005/2006, conforme revelam dados da Direcção-Geral de Agricultura da União Europeia. Esta redução dos preços deveria estabelecer uma relação directamente proporcional com a diminuição do número de produtores.
Mas, novamente, a teoria não se comprova em todos os casos. Em Espanha, a redução do preço do leite foi de cerca de 1,8 por cento, no mesmo período em que o país perdeu à volta de 14 por cento dos seus produtores de leite.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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