Trás-os-Montes: Metade da produção de cereja comprometida

Mais de metade da produção de cereja produzida na Terra Quente Transmontana está seriamente comprometida devido às baixas temperaturas da época.

Segundo um técnico da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, a quebra de produção ronda os 50 a 60 por cento, tendo ainda em conta as condições climatéricas previstas para os próximos dias.

Com o calor do mês de Março, a floração do cerejal foi antecipada 10 dias, situação nada favorável. «A floração começava a limpar para dar lugar ao fruto, mas com o frio e gelo a produção vai ter quebras na ordem dos 60 por cento», explicou o técnico agrícola.

A Cooperativa não tem seguro de colheitas o que agrava a situação caso o frio se mantenha, já que, à semelhança da cereja, também as produções hortícolas de Primavera estão igualmente comprometidas.

«Só no Vale da Vilariça, a produção hortícola já sofreu uma quebra acentuada que ronda os 80 por cento. Na vinha também há prejuízos significativos, principalmente nos vinhedos plantados próximos de cursos de água», de acordo com um agricultor em Vilarelhos.

A falta de água no solo e consequente “stress hídrico” é outra preocupação para produções como a dos frutos secos, nomeadamente a amêndoa e as nozes, em que as quebras também se vão reflectir na altura das colheitas, noticia o Jornal Nordeste.

Fonte: Confagri

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