“Quando cheguei ao aviário, às 6.30 da manhã, para acomodar a bicharada, as chamas já saíam pelo telhado. Fiquei apavorada. Sem condições para entrar lá dentro, limitei-me a pedir socorro”, contou, ontem, ao JN, Gracinda Oliveira, enquanto ajudava o marido e o filho a retirarem das instalações, em Caparrosinha, os cinco mil pintos asfixiados ou carbonizados pelo fogo.
As labaredas culminaram a combustão lenta que terá começado, de madrugada, na chaminé do sistema de aquecimento do aviário caseiro que funciona com combustível lenhoso serrim e cascas de árvore.
“Por volta da meia-noite, fui ao aviário, afastado da povoação, ver como estavam os pintos. Faço isso todos os dias. É preciso ver se têm comida, água e se o aquecimento está a funcionar bem. Por isso imagino que o incêndio tenha começado durante a madrugada”, relatou Duarte Pinheiro, dono do aviário.
Em 30 anos, foi a primeira vez que a família, que cede instalações e cria os pintos para um avicultor da região, sofreu um incêndio. “Suspeito de sobreaquecimento da chaminé, junto ao forro do telhado em esferovite”, contou o proprietário, que estima prejuízos de 2500 euros nas instalações.
Os pintos, com cinco dias de vida, ficariam três semanas no aviário antes de saírem para o mercado. “Não sei se o dono tem seguro”, disse Duarte Pinheiro. Os Bombeiros de Campo de Besteiros combateram o fogo.
Fonte: JN
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal