Supermercados Ganham cada Vez Mais Espaço Face aos Hipers

Os consumidores estão a alterar as suas preferências quando chega ao momento de escolher o local para realizar as suas compras de produtos alimentares. Depois de uma grande expansão nos anos noventa, os hipermercados estão agora a perder terreno para formatos de menor dimensão. Nos últimos oito anos, o volume de vendas nos supermercados aumentou 27 por cento, enquanto o dos hipers caiu 13 por cento.

De acordo com dados da AC Nielsen, citados no relatório anual do Banco de Portugal, as mercearias foram os estabelecimentos que mais clientes perderam, com as vendas a descer 42%. Estas foram responsáveis por apenas 8,2% do volume de vendas no retalho alimentar, em 2004. Já os supermercados arrecadaram 50,8% do total, recuperando a quota que perderam na época do boom dos hipermercados. E a tendência é para continuarem a crescer, a avaliar pelo número de abertura e licenças pedidas (ver caixa ao lado).

A contribuir para estes números, refere a notícia do DN, está a forte expansão das cadeias de discount, como a Lidl, Plus e Minipreço. “Os discounts obrigaram os supermercados a reagir em termos de preços e sortido. Isso tem contribuído para atrair os consumidores para este formato”, afirmou Luís Vieira e Silva, presidente da APED.

Outra razão para os supers estarem à frente dos hipers “é o encerramento destes últimos ao domingo e feriados, o que representa cerca de um mês a menos de vendas por ano”. Para o responsável, “os hipermercados estão numa fase de maturidade, depois de um forte crescimento. Estamos num novo ciclo de expansão.

A análise dos novos pedidos de licenciamento permite verificar que são os supers, discounts e retalho especializado que estão a crescer. Há poucas licenças pedidas para hipers”, destacou Luís Vieira e Silva. Mesmo as cadeias que mais apostaram nas grandes superfícies, como a Auchan e o Feira Nova, estão agora a abrir espaços mais pequenos. A nível internacional, também o Carrefour está a adoptar esta estratégia, embora ainda não tenha reflexos em Portugal.

Em fase de declínio estão mesmo as tradicionais mercearias, que acusam sobretudo as cadeias de discount pelo seu fracasso. “Estas empresas instalaram-se nos centros das cidades, levando ao encerramento maciço de pequenos espaços”, diz Vasco Mello, vice-presidente da União das Associações de Comércio e Serviços.

Fonte: Anil

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