O director-geral da Federação das Indústrias Agro-alimentares revelou que não houve qualquer consulta ao sector e que a subida de IVA vai «causar danos irreversíveis». Pedro Queirós diz estar incrédulo com estas medidas e prever fuga de consumo para Espanha
As indústrias agro-alimentares classificam de «terramoto» a intenção do Governo de subir para 23 por cento produtos que estavam sujeitos à taxa mínima de seis por cento e que incluem os refrigerantes, o leite achocolatado e vitaminado.
Em declarações, o director-geral da Federação das Indústrias Agro-alimentares disse estar «incrédulo» com o que foi feito e revelou que não houve «qualquer consulta aos sectores» sobre uma medida que vai «causar danos irreversíveis no tecido empresarial do sector».
«Vai certamente levar ao fecho de várias empresas a nível nacional. Vai provavelmente provocar danos a nível do emprego. Isto revela uma falsidade enorme por parte do Governo quando anunciou aos portugueses que o IVA ia aumentar de 21 para 23 por cento», afirmou Pedro Queirós.
Este responsável lembrou que afinal «há alimentos cujo IVA vai aumentar de seis para 23 por cento e alimentos que vão aumentar de 13 para 23 por cento. Para além de uma enorme recessão, achamos que isto vai provocar um autêntico terramoto no sector», explicou.
Perante este cenário, Pedro Queirós advinha «uma fuga enorme de consumo para Espanha», o que acarreta uma «perda de volume de negócios das nossas empresas na ordem dos muitos milhões de euros».
Fonte: Anil
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