O director do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia do Leite (Ceptel) da Universidade Norte do Paraná, no Brasil, defende a utilização do soro de leite no fabrico de outros produtos alimentares para resolver um grave problema ambiental e permitir agregar valor a alimentos comuns à dieta das pessoas.
“O soro tem propriedades funcionais, como proteínas e sais minerais, que podem ser incorporados a outros alimentos. Um exemplo é o concentrado proteico do soro, que pode ser utilizado em misturas de pães, bolachas, bebidas lácteas, etc”, disse o pesquisador, lembrando que o soro não altera o gosto do alimento, aumenta o valor nutritivo e diminui o teor de gordura.
O soro é resultante da fabricação de queijo. Cada 10 quilos de leite dão origem a um quilo de queijo e a nove de soro. Estimativas apontam que a produção de leite no Brasil é de 25 mil milhões de litros por ano. Desse total, 30 por cento é destinado à fabricação de queijo – que representam aproximadamente sete mil milhões de litros de soro. “O soro tem 0,7 por dcento de proteína, isso significa um desperdício de 40 mil toneladas de proteína”, alerta.
A proposta é concentrar a proteína natravés de processos de ultrafiltração e secagem. O sistema utilizado – o Spray Dryer -, permite a obtenção do pó do soro de leite concentrado com cerca de 80 a 85 por cento de proteína. A transformação do soro em pó por este processo vem sendo testada há três meses, em Londrina, pela Cooperativa Central Agroindustrial (Confepar). Segundo o presidente da empresa, Renato José Beleze, a capacidade diária de produção abrange 400 mil litros de soro.
Fonte: Anil
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