Especialistas em biotecnologia dos Estados Unidos e da Europa estiveram reunidos no primeiro simpósio internacional sobre o genoma da videira. A iniciativa inseriu-se no âmbito do Programa Internacional do Genoma da Videira (IPG).
O objectivo foi partilhar a informação obtida pelos vários processos de investigação em curso e compreender o funcionamento da videira a nível genético e molecular para melhorar o cultivo, tornando-o mais eficiente, e desenvolvendo novas variedades que permitam uma maior produtividade e qualidade e menor impacto a nível ambiental.
O Instituto de Investigações Agrárias de França anunciou que vai iniciar, ainda em Setembro, um cultivo experimental de 70 tipos de videiras. As plantas serão injectadas com um padrão transgénico resistente à virose da degeneração infecciosa, uma doença para a qual não existe cura e que se encontra presente em quase todas as regiões vitivinícolas do mundo, esclarece o Agrodigital.
O presidente desta entidade, Jean Masson, disse que « o ensaio não tem propósito comercial, tratando-se apenas de uma mera investigação e, para tranquilizar aqueles que temem a polinização de produtos GM [geneticamente modificados], apesar disto não se produzir, a sua intenção é destruir as flores logo que apareçam. Portanto, o INRA não produzirá nem uvas nem vinho como parte deste ensaio».
Também em Espanha se aposta agora na investigação biotecnológica da videira. O Instituto de Agro-química e Tecnologia de Alimentos tem-se dedicado à construção de leveduras vínicas e à produção de enzimas de interesse para a enologia. O objectivo é a selecção e identificação de leveduras vínicas e o estudo sistemático molecular das leveduras para melhoria genética.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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