A Federação Portuguesa de Caçadores (FPC) defendeu hoje a caça ao veado na Serra da Lousã, como forma de atenuar os prejuízos causados por esta espécie cinegética aos agricultores.
Hélder Ramos, presidente da FPC, disse à agência Lusa que a Direcção-Geral dos Recursos Florestais “tem negado a autorização, por enquanto, para abater veados naquela zona”.
O mesmo responsável adiantou que convidou o director-geral dos Recursos Florestais, Francisco Rego, a visitar a Serra da Lousã para analisar a situação, o que deverá acontecer “dentro de alguns dias”, numa altura em que proprietários rurais intensificam as queixas dos prejuízos junto de autarquias, polícias e instâncias do Ministério da Agricultura.
As associações e clubes de caçadores “têm sido confrontadas com pedidos de indemnização por parte de vários proprietários, por prejuízos provocados pelos veados nas culturas, em especial vinhas, pomares e soutos”, declarou.
Segundo Hélder Ramos, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova, concelho de Miranda do Corvo, José Godinho, “é um dos grandes lesados com toda esta situação”.
O próprio José Godinho confirmou à Lusa que os veados lhe destruíram uma plantação de castanheiros (soutos).
“Tenho recebido queixas de muitos proprietários da minha freguesia e até da freguesia do Espinhal, concelho de Penela”, acrescentou.
Por seu turno, Osvaldo Serra, habitante do lugar de Vale de Nogueira, concelho da Lousã, contou que dezenas de veados e corços visitam diariamente os seus terrenos, arrasando as plantações, designadamente vinhas, batatais e pomares.
“É uma situação muito grave e ninguém quer pagar os prejuízos.
Ainda hoje de manhã, às 09:00, estavam dois veados a comer no meu quintal”, lamentou Osvaldo Serra, que é também caçador.
Fonte: Lusa
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