No máximo só deve ingerir 2000 calorias, 70 gramas de gordura, 6 g de sal e 90 de açucares por dia. A tabela com os valores por porção faz parte da carta-compromisso assinada por 26 empresas na luta contra a obesidade.
A obesidade e a diabetes são duas das epidemias do século. Os números gritantes de afectados obriga-nos a estar cada vez mais atentos com o que comemos e o que damos a comer aos nossos filhos. Mas quando chegamos às prateleiras dos hipermercados, escolher o mais saudável pode tornar-se uma aventura. A complexidade das tabelas nutricionais obriga a contas de calculadora na mão. Agora é tudo mais simples, com uma tabela simplificada do que estamos a ingerir em gorduras, sal e açúcares por dose.
A tabela, que começou a ser posta em prática pela indústria alimentar nacional em 2008, faz parte da carta-compromisso assinada por 26 empresas na luta contra a obesidade. E torna tudo mais simples. Por cada dose – seja ela uma barra de cereais, uma lata de refrigerante ou 30 gramas de batatas fritas – fica logo a saber quanto é que representa, em percentagem, no valor diário que deve consumir em caloria, gorduras, sal ou açúcares.
“A tabela nutricional (tradicional) acaba por ser difícil leitura. Optámos por introduzir símbolos por porção. O consumidor passa a saber os valores da dose que vai consumir num único momento, tendo em conta o valor diário de referência”, explicou Pedro Queiroz, director geral da Federação das Industrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA).
A base de referência são as 2000 calorias, um consumo máximo de 90 gramas de açúcar e 6 gramas de sal por dia. “O consumo máximo de gorduras é de 70 gramas por dia. Destes, no máximo 20 gramas podem corresponder a gorduras saturadas”, acrescentou Pedro Queiroz.
Maior preocupação com crianças
No que troca aos produtos dirigidos essencialmente às crianças, a preocupação é a mesma. “As empresas usam referências de 1800 calorias diárias ou ajustam as doses. Por exemplo, em vez de recomendarem 30 gramas de dose diária de um alimento, recomendam uma mais pequena”, explicou o director-geral da FIPA.
Muitas empresas optaram por colocar apenas o valor das calorias na frente da embalagem. “Um conjunto de inquéritos feitos ao consumidor permitiu perceber que a prioridade é saberem quais as calorias. Os restantes quatro elementos – açúcar, sal, gorduras e gorduras saturadas – estão presentes porque são aqueles que em excesso são prejudiciais para a saúde”.
Nalguns produtos, as designações podem dizer o mesmo. Assim, energia é o mesmo que calorias, lípidos é igual a gorduras e sódio pode ser substituído por sal.
Saiba o que são as calorias, os açúcares e os lípidos
Caloria: Unidade que mede o calor ou a energia gerada pelo corpo, obtida através do alimento;
Açúcar: É uma forma possível dos hidratos de carbono; a forma mais comum de açúcar consiste em sacarose no estado sólido e cristalino; existem açúcares simples e compostos, sendo que os primeiros são absorvidos mais rapidamente pelo organismo.
Lípidos: Também designados por gorduras, constituem um modo importante de armazenamento de energia nos sistemas vivos e, em pequenas quantidades, são de extrema importância para a manutenção e crescimento de todos os seres humanos;
Lípidos Saturados: Devem ser ingeridos em muito baixa quantidade; pertencem a esta categoria as gorduras da carne e dos lácteos; a ingestão em excesso deste tipo de gorduras na alimentação está na base da formação da aterosclerose;
Sal: O sal marinho é um sal principalmente constituído de cloreto de sódio, obtido por evaporação da água do mar, usado como ingrediente na cozinha; as tabelas nutricionais usam também a designação de sódio.
Fonte: Anil
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