As empresas do sector lácteo nacional estão preparadas para enfrentar as mudanças da regulamentação sobre a higiene dos produtos alimentícios, impostas pela Comissão Europeia.
As alterações, em vigor desde o passado dia 1 de Janeiro, incidem sobre a higiene nas instalações de produção de leite e de outros produtos lácteos, bem como à higiene dos géneros alimentícios. Por se tratar de uma extensão do quadro legal anterior, referente a 2004, e por não implicar grandes alterações, a associação representativa do sector está confiante na resposta das empresas portuguesas à imposição comunitária.
“Num sector em que as regras são já tão rígidas, estas mudanças não assustam as empresas”, afirmou à Vida Económica Pedro Pimentel, secretário geral da ANIL, durante uma sessão de esclarecimento sobre o novo quadro legal. “As empresas nacionais estão tão bem preparadas como as restantes da Europa, mesmo com um clima mais quente” que pode deteriorar a qualidade das matérias primas, acrescentou o responsável.
Para Pedro Pimentel, a nova regulamentação vai reforçar a imagem de qualidade das empresas de lacticínios. Recorde-se que o sector lácteo está sujeito a grande fragilidade, na medida em que trabalha com matérias primas facilmente degradáveis. Acima de tudo, sustentou, as novas regras gerais aplicadas à higiene dos géneros alimentícios vão tornar os consumidores mais confiantes nas empresas e nos produtos, defendeu o dirigente associativo.
Neste momento, a preocupação da ANIL é preparar as pequenas empresas do sector, no sentido de enfrentarem as mudanças. A organização de seminários técnicos, à semelhança do que decorreu recentemente no Porto, é um objectivo daquela estrutura associativa.
A intenção é preparar o tecido empresarial para um mercado cada vez mais competitivo. Em Portugal, o sector lácteo é composto por cerca de trezentas empresas [muitas de natureza artesanal], das quais mais de 60 são associadas da ANIL. O tecido empresarial conta com cinco grandes grupos económicos, mas a maioria é de pequena e média dimensão. Trata-se de um sector económico que emprega 8.500 trabalhadores e gera um volume de negócios de 1.750 milhões de euros.
Fonte: Anil
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