O volume de água armazenado nas albufeiras portuguesas encontra-se abaixo de metade da sua capacidade total, sendo as bacias mais críticas as do Oeste, Sado, Barlavento e Arade, todas abaixo de 50 por cento.
“Num ano médio, com valores de precipitação normais, no final da Primavera a reserva hídrica rondaria os 90 por cento”, disse à Lusa, um responsável da divisão de planeamento do Instituto da Água (INAG).
“Actualmente, a reserva hídrica está a menos de metade da capacidade”, adiantou o mesmo responsável.
No último dia do mês de Junho de 2005 e comparativamente ao último dia do mês de Maio, verificou-se uma descida no volume armazenado de todas as bacias portuguesas.
Das 57 albufeiras monitorizadas pelo INAG, só seis apresentavam disponibilidades hídricas superiores a 80 por cento do volume total.
Noutras 15, as reservas eram inferiores a 40 por cento do volume total.
Os armazenamentos de Junho de 2005 foram inferiores às médias de armazenamento de Junho, no período entre 1990 e 2000, excepto para as bacias do Ave e Guadiana.
O Ministério do Ambiente espanhol divulgou também hoje um comunicado informando que a reserva hídrica se encontra a 53,2 por cento da capacidade.
Existem, actualmente, 28.303 hectómetros cúbicos de água armazenada nas albufeiras espanholas, o que significa uma diminuição de 688 hectómetros (1,3 por cento) relativamente aos níveis da semana passada.
Em 2004, o volume de água armazenada era de 38.395 hectómetros cúbicos para uma capacidade total de 53.217.
O Governo espanhol anunciou na passada sexta-feira a intenção de fazer o transvase de 82 hectómetros de água do rio Tejo para o Segura, mas o ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, já garantiu que o transvase não vai prejudicar Portugal nem o caudal do rio Tejo.
Fonte: Lusa
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