A alimentação animal está em situação de “carência generalizada”, com ‘stocks’ forrageiros insuficientes para assegurar as necessidades do efectivo pecuário, situação que não é alheia ao período de seca, referiu ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
No entanto, tudo indica que o preço da carne não vá aumentar. Esta é a opinião do presidente da Federação Portuguesa de Associações de Bovinicultores, Francisco Carolino, e de Suinicultores, David Neves. Este último responsável explica que o “sector primário não tem capacidade de fazer reflectir os aumentos dos custos de produção no preço final da carne.”
Francisco Carolino refere que “as pastagens estão esgotadas”, o que se traduz num aumento de custos da alimentação animal: “A palha e as forragens atingiram preços completamente proibitivos, aumentaram cerca de 100 por cento em relação a anos anteriores.”
O INE destacou, nas previsões agrícolas de Junho, que as palhas e o pastoreio dos restolhos de searas não ceifadas, base de alimentação das diferentes espécies pecuárias, não existem em volume suficiente para constituir os ‘stocks’ habituais.
O período de seca veio agravar a situação. Francisco Carolino acrescenta que há produtores “que percorrem dez quilómetros para achar um pouco de água para os animais”, opinião partilhada pelo presidente da Federação das Associações de Suinicultores. David Neves conclui ainda que a seca reflecte-se principalmente na produção extensiva, como é o caso do porco alentejano.
Fonte: Correio da Manhã
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal