O Comité Económico e Social da União Europeia (CESE) está em Portugal para avaliar as consequências da seca no país. O objectivo é reunir dados para a elaboração de um parecer para a revisão do Fundo de Solidariedade da União Europeia, que, a ocorrer, só deverá entrar em vigor a partir de 2006.
Actualmente, o Fundo de Solidariedade não contempla a seca e seus efeitos, pelo que os países afectados, principalmente Portugal e Espanha, não têm hipótese de accioná-lo para ajudar os agricultores e industriais.
O secretário-geral da CONFAGRI e membro do grupo de estudo do CESE, Eng.º Francisco Silva, está a acompanhar a visita. Confirmou que a «aplicação do actual Fundo não contempla a seca e está totalmente desajustado da realidade». Espera-se, por isso, nova revisão do documento, que pode entrar em vigor a partir do próximo dia 1 de Janeiro.
«Os membros do grupo ficaram impressionados com aquilo que viram até ao momento», disse o Eng.º Francisco Silva ao Correio da Manhã. Considerou que a questão da seca é uma catástrofe «estruturante e não conjuntural» e manifestou esperança em que a Comissão Europeia considere o parecer que o CESE está a elaborar.
O grupo de estudo do CESE esteve ontem em Beja, onde ouviu depoimentos de agricultores que o Correio da Manhã entendeu serem dramáticos. Hoje, estiveram na província espanhola de Huelva, tendo constatado que os agricultores daquela região se debatem com as mesmas dificuldades e preocupações.
Amanhã, Tavira vai receber o grupo numa reunião de peritos, agricultores, professores universitários, membros da administração pública e governantes.
Fonte: Correio da Manhã
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