A seca extrema vivida em Portugal levou a um aumento de 35% das emissões com efeito de estufa. O recurso, por parte da produtora eléctrica, a centrais térmicas (a carvão, gás natural e fuel óleo) para compensar a falta de águas nas albufeiras, está a ter consequências muito negativas para o ambiente. As contas e o alerta são da associação ambientalista Quercus e têm em consideração o facto de a redução eléctrica de componente hídrica ser da ordem dos 55%. No entanto, nem só a falta de água justifica o recurso a fontes mais poluentes. Os portugueses aumentaram em 6% o consumo de energia eléctrica (num valor muito acima do crescimento da riqueza do País), o que prejudica o cumprimento das metas de Quioto. A Quercus alerta ainda para o facto de esta poder ser uma situação que será, no futuro, cada vez mais frequente. As alterações climáticas podem vir a significar maiores períodos de seca para Portugal e aumento da temperatura média, o que obriga as autoridades nacionais a tomar desde já medidas. Maior recurso às energias renováveis e construção mais eficiente de edifícios são medidas que poderão minorar a emissão de gases poluentes, que, já se sabe, aumentam muito também com esta época de incêndios.
Fonte: DN
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