O administrador das Águas do Algarve disse hoje à Lusa que vão ser reactivados mais de 20 furos no barlavento algarvio para colmatar o corte de 50 por cento da captação de água do aquífero Querença-Silves.
“Foi decidido com os autarcas reactivar pelo menos 20 furos na zona do barlavento algarvio”, adiantou Artur Ribeiro, referindo que esta medida serve para substituir os 50 por cento das captações de água do aquífero Querença-Silves entretanto alvo de corte devido à diminuição da água disponível.
Segundo o administrador da empresa Águas do Algarve, vai continuar-se a captar o mesmo volume de água para consumo humano, mas metade dessa água passa a ser oriunda de antigos furos municipais que serão agora reactivados.
Albufeira e Portimão são as autarquias com mais furos desactivados e que passarão a voltar a jorrar água, mas também Lagos, Lagoa e Vila do Bispo, entre outros, activarão os seus furos, numa média entre três e 10 furos por município, acrescentou Artur Ribeiro.
Do lado do sotavento algarvio – de Albufeira a Vila Real de Santo António -, zona com menos furos, o abastecimento público também vai ser fortalecido com a reactivação de furos.
No concelho de Faro vão ser “activadas de imediato várias captações, assim como em Olhão, São Brás de Alportel, Castro Marim e Vila Real de Santo António”.
O sistema de rega para a agricultura do lado do sotavento algarvio vai contar com novos furos que captarão a água a partir do aquífero em Tavira, pois este lençol de água, “devido aos químicos (nitratos e outros) da agricultura”, não tem qualidade para consumo humano, explicou Artur Ribeiro.
Com estas medidas, pretende poupar-se um total de oito milhões de metros cúbicos “ao nível do abastecimento público e da agricultura”, refere uma nota de imprensa da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR).
Segundo Artur Ribeiro, estas medidas servirão para evitar cortes no abastecimento público.
Paralelamente serão estudadas formas de viabilização da utilização de volumes de água que se encontram nas barragens de Odeleite e Beliche, adianta a mesma nota de imprensa da CCDR.
Segundo o último relatório do Instituto da Água (INAG), referente à primeira quinzena de Junho, 80 por cento do território de Portugal registava seca extrema ou severa.
Fonte: Lusa
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