O Ministro da Agricultura, Jaime Silva, admitiu hoje que as 30 toneladas de carne importadas da Irlanda, em Outubro e Novembro, podem ter já desaparecido do mercado, embora as autoridades sanitárias estejam a tentar identificar o seu paradeiro.
Em declarações aos jornalistas, na Figueira da Foz, o ministro sustentou, no entanto, o “risco mínimo” para a saúde, argumentando com a pouca quantidade de carne importada da Irlanda, “insignificante” face ao consumo português.
“Trinta toneladas em 440 mil toneladas de consumo que temos em Portugal é 0,006 por cento ou seja, o risco é mínimo. O risco que essas 30 toneladas tenham provavelmente já desaparecido no mercado, isso é real”, declarou Jaime Silva.
O governante explicou que depois do Ministério da Agricultura ter sido notificado “esta manhã” da existência em Portugal de 30 toneladas de carne importadas da Irlanda,
Uma brigada da Direcção-Geral de Veterinária dirigiu-se à empresa importadora, situada em Vila do Conde, “para localizarmos em definitivo onde estão essas 30 toneladas”.
Explicou que “neste momento” as autoridades desconhecem se a carne entrou no mercado e que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) “está a par da situação e pronta a actuar se for caso disso para localizarmos onde param essas 30 toneladas, sabendo que é insignificante face ao nosso consumo”, disse.
“Em contacto com as autoridades irlandesas a Direcção-Geral de Veterinária ficou a saber qual era a empresa importadora. Neste momento estão os nossos veterinários a dirigir-se para a empresa para saber se os lotes importados em Outubro e Novembro foram comercializados ou não, se foram para transformação ou se foram reexportados”, sustentou Jaime Silva.
O Ministro afirmou, igualmente, que “ainda hoje” as autoridades deverão ficar a saber “qual foi o destino” das 30 toneladas de carne importadas pela empresa portuguesa.
Disse ainda que Portugal produz 65 por cento da carne que necessita e que os restantes 35 por cento são maioritariamente oriundos de Espanha.
“Os portugueses podem estar tranquilos que a carne que está no mercado é de qualidade e não é carne importada da Irlanda”, frisou Jaime Silva.
As autoridades irlandesas detectaram dióxinas tóxicas em porcos de nove quintas irlandesas, que estavam no matadouro, o que levou à ordem de retirada de produtos suínos que foram comercializados sobretudo nas ilhas britânicas.
A Autoridade Irlandesa de Saúde Alimentar salientou hoje que a medida é apenas de precaução e garantiu que o risco para a população é mínimo.
A Comissão Europeia indicou hoje que Portugal se encontra entre 12 Estados-membros da União Europeia que importaram carne de porco da Irlanda, actualmente a ser retirada do mercado devido à possível contaminação com dioxinas tóxicas.
Bruxelas referiu que os resultados das análises confirmaram sábado a presença de “níveis muito altos” de dióxinas na carne de porco – cerca de 100 vezes superiores ao máximo permitido pela União Europeia.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal