Ronda de Doha: Brasil e Índia manifestam esperança nas negociações, apesar da posição de 20 países d

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil e da Índia, Celso Amorim e Pranab Mukherjee, afirmaram ontem que ainda acreditam numa conclusão bem sucedida da Ronda de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC).

A declaração dos dois ministros foi uma resposta ao anúncio feito ontem, em Bruxelas, pelo ministro da Agricultura francês, Michel Barnier, de que 20 dos 27 países da União Europeia (UE) rejeitaram a última proposta da OMC para a conclusão de um acordo global na Ronda de Doha.

“Se são só 20 (países) dentro de 27, há uma esperança. As propostas de acordo não satisfazem a todos, nem da área agrícola nem da área de indústria e serviços. Creio que temos que negociar”, afirmou o ministro brasileiro Celso Amorim.

Apesar de o ministro Barnier dizer que os europeus preferem “não ter acordo a terem um acordo ruim”, Amorim acredita que ainda existem esperanças no êxito da Ronda de Doha.

“Há uma responsabilidade de concluir Doha, ainda mais quando há incertezas na economia mundial”, alertou.

O ministro Mukherjee, que está em visita oficial ao Brasil, manifestou a mesma posição.

Admitindo que há muitas divergências mas que nalguns pontos podem verificar-se reconciliações Mukherjee opinou: “Estamos interessados no sucesso da Ronda de Doha mas os subsídios agrícolas distorcidos dos países desenvolvidos precisam de ser reduzidos de forma drástica”.

O Brasil e a Índia são os líderes do G-20, grupo de economias emergentes que defendem a suspensão dos subsídios agrícolas pelos países mais industrializados no âmbito da OMC.

No âmbito bilateral, os dois países assinaram hoje acordos de cooperação na luta contra a fome e a pobreza e nas áreas do desporto e infra-estrutura.

Fonte: Agroportal

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