A Autoridade de Saúde de Rio Maior confirmou a existência de “maus cheiros” numa suinicultura que é contestada pelos moradores vizinhos.
Em ofício enviado à empresa Intergados, a que a Agência Lusa teve hoje acesso, a Autoridade de Saúde concelhia revela a “existência de maus cheiros” e aponta deficiências na “zona de separação de sólidos” da Estação de Tratamento de Águas Residuais da suinicultura.
Estes problemas possibilitam “o desenvolvimento e proliferação de insectos, o que poderá vir as colocar em causa a saúde pública”, refere o documento. A Autoridade de Saúde ordena “a colocação de redes em redor das lagoas da ETAR e a adopção de medidas para que os resíduos provenientes do separador de sólidos não se encontrem armazenados a céu aberto, a fim de minimizar os maus cheiros”.
A empresa fica obrigada a cumprir estas indicações até final de Fevereiro e deve manter a estrutura em “perfeito estado de limpeza e asseio”.
Num abaixo-assinado divulgado em Novembro, um grupo de populares acusa a empresa de poluir a zona envolvente, fazendo uma queixa junto de várias entidades. A administração da empresa rejeitou então qualquer tipo de poluição, recordando que a unidade possui licença ambiental aprovada pelo Instituto do Ambiente.
A Agência Lusa tentou obter mais esclarecimentos junto da Autoridade de Saúde mas não se encontrava nenhum responsável disponível.
Fonte: Lusa
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