Ribatejo investe 59 milhões de euros no sector agro-alimentar

O projecto envolve 34 empresas e entidades da região que quer ser a mais avançada na produção de bens de consumo.

O cluster agro-industrial do Ribatejo (CAR), iniciativa lançada há dois anos pela Associação Empresarial da Região de Santarém (Nersant), já tem 25 projectos de inovação e desenvolvimento tecnológico em execução, num investimento total de cerca de 59 milhões de euros, segundo garante o seu coordenador operacional, Rui Coutinho.

Quatro contratos de financiamento, que envolvem um investimento total de 7, 7 milhões de euros, foram assinados recentemente, numa cerimónia em que esteve presente o ministro da Economia.

Reconhecido em 2009 pelo Governo como Estratégia de Eficiência Colectiva no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), o cluster reúne 34 empresas e entidades da região ribatejana e pretende concretizar investimentos de 70 milhões de euros até final de 2013. O objectivo é o de que o sector agro-industrial do Ribatejo seja reconhecido “como um dos mais avançados no que respeita à capacidade de produção de bens de consumo de elevada qualidade”.

O projecto dinamizado pela Nersant contemplou a criação de uma Associação para o Desenvolvimento da Agro-Indústria que integra os 34 parceiros. A estratégia definida aposta na introdução de novas tecnologias nos processos produtivos para a conservação de alimentos, a valorização de produtos acabados com base na sua relação específica com o território, a valorização e integração de resíduos e subprodutos da fileira com resíduos de outras actividades produtivas, o aumento da qualificação das empresas e o fomento do empreendedorismo.

Tratamento preferencial
O reconhecimento como uma iniciativa que integra a Estratégia de Eficiência Colectiva permite que os projectos das entidades envolvidas tenham tratamento preferencial no acesso a sistemas de incentivos do QREN, com aumento das taxas de incentivo e concursos com verbas específicas.

De acordo com Rui Coutinho, a maioria dos projectos já em execução foram apresentados e aprovados pelo Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) e estão direccionados principalmente para “o desenvolvimento de novos produtos e processos, para a modernização de equipamentos, para a eficiência energética e para a investigação em parceria com instituições de ensino”, aspectos que correspondem às principais linhas de orientação estratégica do cluster.

O CAR envolve empresas como a Compal, a Caima, a Avipronto, a Orivárzea, a Silvex e a Sugalidal, o Instituto Politécnico de Santarém – através da sua Escola Superior Agrária -, a Escola Profissional de Coruche, a Câmara de Almeirim e a Nersant, entre outros parceiros. Foi criado com a intenção expressa de “fomentar a inovação e melhorar a competitividade das empresas do sector”, procurando gerar sinergias entre todos os actores do sector, aproximar empresas e instituições de ensino e de investigação e desenvolvimento.

O estímulo de projectos de inovação e de investigação que permitam criar novos produtos, novos métodos e processos de trabalho e novas tecnologias é outra das metas do CAR, que se propõe também apoiar a internacionalização das empresas do sector, apostando na sua diferenciação.

O projecto contempla sete projectos-âncora, com realce para a criação de centros de transferência de tecnologia alimentar e de competências para a agricultura e agro-indústria, dotados com 7,5 milhões de euros.

Fonte: Público

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