A Associação de Restauração anunciou ontem que entregou ao Governo um pedido de revogação da proibição do uso de galheteiros nos restaurantes, apontando o “aumento exponencial” do preço do azeite imposto pelos embaladores.
Em comunicado, a Associação da Restauração e Similares de Portugal (ARESP) queixa-se dos “prejuízos” com a entrada em vigor da portaria que proíbe o uso de galheteiros de azeite em restaurantes e estabelecimentos afins, em particular da “dificuldade de compra e armazenagem das embalagens” e do “aumento exponencial do preço do azeite, por imposição dos embaladores”.
Segundo a ARESP, o preço do litro de azeite aumentou mais de 255 por cento entre 2005, ano em que passou a vigorar a proibição, e 2008.
A Associação insurge-se contra o facto de as empresas embaladoras passarem “a fazer publicidade grátis aos seus produtos em cima das mesas dos estabelecimentos de restauração e bebidas” e rejeita o aumento dos “resíduos que resultam da utilização das embalagens, não recicláveis e altamente geradoras de poluição ambiental”.
Em declarações à Agência Lusa, o secretário-geral da ARESP, José Manuel Esteves, criticou uma medida “única no mundo” criada por “motivos políticos pelo anterior Governo” PSD-CDS-PP para “servir os ‘lobbies’ dos embaladores”.
“Portugal produz metade do azeite que consome mas é o maior embalador mundial de azeite e óleos alimentares”, salientou.
O pedido de revogação da portaria que proíbe o uso dos galheteiros de azeite nos restaurantes foi entregue terça-feira ao secretário de Estado do Turismo.
De acordo com o secretário-geral da Associação da Restauração e Similares de Portugal, o governante comprometeu-se a “envidar todos os esforços para, com a maior brevidade, ser analisada e revogada a portaria”.
Fonte: Agroportal
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal