As reservas de água nas represas e bacias espanholas estão a apenas 45,3% da sua capacidade total, depois de terem perdido quase 800 hectómetros cúbicos na última semana. Segundo as autoridades espanholas, o nível das reservas é agora menor do que em igual período de 2005, o ano mais seco de sempre em Espanha.
A quantidade de água acumulada nas represas (24 108 hectómetros cúbicos) é também muito inferior à média da última década, que se situou em 58,9% do total neste período do ano.
A situação do rio Segura, no sudeste do país, que tem as represas a apenas 13,3% da sua capacidade, é a mais preocupante, até porque as reservas da bacia do Tejo, de que dependem os transvases para o Segura, voltaram a cair para 44,8%.
Dados da Confederação Hidrográfica do Tejo (CHT) divulgados segunda-feira indicavam que a reserva hídrica das represas na nascente do Tejo estava apenas 14 hectómetros acima do limite definido como “reserva estratégia”, que impede quaisquer transvases.
As represas de Entrepenas e Buendia acumulavam no fim-de-semana apenas 10,22% dos 2474 hectómetros de capacidade total.
Em toda a bacia do Tejo há actualmente reservas de 4924 hectómetros cúbicos, 155 menos do que na semana passada, o que equivale a 44,81% da sua capacidade.
A gestão da bacia do Tejo, tal como dos outros rios partilhados entre Portugal e Espanha, foi objecto da convenção luso-espanhola sobre recursos hídricos, assinada em 1998.
No documento, a Espanha comprometeu-se a respeitar os caudais de água necessários para garantir o equilibrio ecológico e as necessidades portuguesas. Os transvases entre bacias hidrográficas nunca foram consensuais, nem em Espanha nem em Portugal.
Fonte: Diário de Notícias
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