Região do Douro transforma 125 mil pipas em 2007

A região demarcada do Douro vai transformar em Vinho do Porto 125 mil pipas em 2007, anunciou o Instituto de Vinho do Porto e Douro (IVDP) que acredita que a tendência de excedentes começa a inverter.

O IVDP referiu que o valor definido para a quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de Vinho do Porto, garante o total «escoamento» do vinho produzido e a sustentação dos preços a pagar á produção.

A decisão foi decidida pelo IVDP depois de ouvir os representantes do comércio, das adegas cooperativas e dos produtores-engarrafadores, embora a competência para a aprovação do comunicado e vindima seja do conselho interprofissional do IVDP.

Segundo o instituto «não foi possível porque a Casa do Douro inviabilizou a constituição do conselho ao recusar-se, durante quatro meses, a indicar os representantes da produção», salientando que esta situação não o impediu de receber a opinião dos profissionais que quiseram transmitir as suas preocupações e expectativas para a presente vindima».

Por seu lado, a Casa do Douro (CD) defende que as 129 mil pipas seria a quantidade que poderia beneficiar e repor algumas perdas por parte dos agricultores do douro, reforçando o desinteresse em opinar sem poder vinculativo.

Fonte da CD, afirma ainda ao Jornaregional.com, que as 129 mil pipas poderia corresponder a um aumento por unidade mas o que se verificou foi o aumento de benefício e também de área cultivada.

No que diz respeito às adegas cooperativas, um dos representantes da Adega Cooperativa de Murça, António Ribeiro, considera «razoável» o Comunicado de Vindima do IVDP, embora «expectante», afirmando que o número contribui para alterar a tendência dos últimos anos.

No que diz respeito à subida dos excedentes de produção, António Ribeiro referiu ainda que a primeira necessidade é atingir uma estabilidade na região «em termos de área cultivada e de produção, mas sempre numa vertente qualitativa».

A Associação de Exportadores de Vinho do Porto (AVDP), está satisfeita com a decisão do IVDP, considerando ser uma quantidade razoável que vai de encontro às suas pretensões, assentes na avaliação de stocks, nas empresas, na produção e das vendas da última década.

Segundo o IVDP, a principal preocupação foi encontrar uma solução que garantisse um coeficiente por hectare igual ou superior ao de 2006, permitindo simultaneamente contrariar a descida dos preços verificada entre as campanhas de 2002 e 2004.

O aumento de 1.500 pipas do volume total a produzir, traduz-se num ligeiro aumento dos coeficientes por hectare de cada letra, como resultado do crescimento de 147 hectares na área apta para a produção de vinho generoso.

Fonte: Confragi

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