Governos de cinquenta países, reunidos em Berlim, acordaram reduzir os excessos especulativos no mercado internacional de alimentos, que pode ser uma ameaça para a segurança alimentar da crescente população mundial.
A declaração final da reunião de ministros da Agricultura, que decorreu em Berlim, refere que uma formação «livre e transparente» de preços é indispensável, para além de assumirem o compromisso de aumentar e melhorar a produção de alimentos e darem prioridade à regional e sustentável.
A ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, durante o encontro alertou para o risco de revoltas devido à fome que atinge sobretudo os países mais pobres, defendendo que o tema da alimentação mundial deve ter um maior destaque no cenário internacional.
Aigner e os seus homólogos apoiaram a sugestão do ministro da Agricultura da França, Bruno Le Maire, para que a questão seja incluída na agenda do G-20, grupo reúne as mais importantes nações industrializadas e em desenvolvimento.
A reunião teve como base de discussão a questão da disponibilização de alimentos a nível global com preços acessíveis, quando nas últimas semanas os aumentos disputaram receios para o desenvolvimento de uma nova crise alimentar e, em alguns países, motivou protestos sociais que chegaram a levar ao afastamento do presidente da Tunísia, Ben ali.
O crescimento da população mundial também pode vir a ser um problema, tendo em conta as estimativas oficiais apontarem para um crescimento dos actuais 6,9 para 9,1 milhões de pessoas até 2050.
Durante o encontro em Berlim milhares de manifestantes protestaram a favor de uma mudança radical da política agrícola, exigindo alimentos produzidos de forma sustentável e justa em prol de uma produção agro-pecuária biológica na Europa e no mundo.
Fonte: Anil
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