A produção mundial de arroz vai atingir este ano um novo recorde, mas a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) anunciou que os preços vão permanecer elevados, porque a maioria do cereal apenas será colhida no final do ano.
Na totalidade a produção de arroz pode chegar às 666 milhões de tonelada, e, segundo um especialista da FAO, Concepcion Calpe, «na Ásia, África e América Latina para 2008 poderá aumentar 2,3 por cento», acrescentando o mesmo que este crescimento poderá ser maior «se os recentes apelos à plantação» deste cereal «se traduzirem numa expansão das superfícies cultivadas».
No entanto, Calpe acredita que estas previsões possam ser alteradas devido aos «estragos causados nas plantações na Birmânia» depois da passagem «do ciclone Nargis», que poderá «afectar as perspectivas de produção à escala mundial».
As Nações Unidas afirmam que o ciclone atingiu vastas áreas de cultivo que ficaram inundadas e muitas entradas e pontes estão intransitáveis, para além da destruição de vários armazéns, o que levou à subida dos preços do arroz em cerca de 50 por cento, em Rangum.
A Birmânia necessita de ajuda dos países vizinhos, «nomeadamente, da Tailândia e Vietname, para as suas importações de arroz», o que poderá reflectir-se «sobre os preços mundiais» deste produto, adianta o representante da organização.
Os chefes de Estados e de Governo vão reunir-se em Roma, de três a cinco de Junho, para debater o impacto do aumento dos preços dos alimentos e estabelecer um plano de acção para melhorar a segurança alimentar mundial.
O Índice de Preços do Arroz da FAO registou uma subida de 76 por cento de Dezembro de 2007 a Abril de 2008.
Fonte: Público
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