Os produtores europeus de proteaginosas e as suas cooperativas reuniram-se ontem com cientistas e profissionais do sector para abordar o futuro destas culturas.
O grupo de trabalho das «Oleaginosas e proteaginosas» da COGECA, da qual a CONFAGRI faz parte, constatou que a União Europeia (UE) importa mais de 70 por cento das suas necessidades de proteínas vegetais para o aprovisionamento dos seus sectores alimentares e das produções de gado.
Segundo a COGECA, esta dependência das importações de terceiros países, unida à grande volatilidade das cotações mundiais das matérias-primas agrícolas, coloca a UE numa situação vulnerável.
Desta forma a organização considera urgente garantir e diversificar o abastecimento, produzindo mais proteaginosas na Europa.
Os cientistas são precisos acerca das numerosas vantagens nutrícionais, ambientais e energéticas destas culturas, cujos elementos reforçam a necessidade de reactivar a produção comunitária.
O vice-presidente do grupo de trabalho mencionou algumas pistas que devem ser seguidas de forma a melhorar a rentabilidade do sector, afirmando que cada cadeia do mesmo deve trabalhar com incidência nas saídas, em particular na alimentação do gado, sem perder de vista a complementaridade das culturas, como os cereais, oleaginosas e proteaginosas.
Outro pontos sublinhados pelo responsável foram a melhoria e diversificação da oferta alimentar, incluindo os sectores ecológicos e com alto valor acrescentado e valorizar as não alimentares, devendo manter-se sempre o desenvolvimento da inovação.
Segundo o mesmo, para os produtores trata-se, sobretudo, de melhorar a rentabilidade destas culturas a nível de cada exploração, no qual se supõe que a curto prazo mantenham-se os pagamentos ligados à produção, até que o mercado remunere os benefícios deste tipo de cultura, particularmente os ambientais, o qual resulta mais no contexto actual dos preços mundiais e da incerteza da oferta.
Fonte: COGECA e Confragi
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