Questionada a qualidade dos leites de baixo preço

Uma prova de leite, promovida pela organização de produtores PROLEC no âmbito da Alimentaria Barcelona 2010, constatou que o leite é melhor quanto menos transformado se apresentar. Esta prova foi dirigida a profissionais do sector e à comunicação social e visou demonstrar que a qualidade e a segurança alimentar “têm um preço”, que o consumidor deve levar em linha de conta no momento da compra.

Nesse sentido, PROLEC explicou que – no mercado espanhol – um litro de leite que seja vendido abaixo de 0,70 euros não pode garantir os requisitos mínimos de qualidade exigíveis. Para a Federação, o preço tem uma relação directa com o valor do produto, entendido como o custo de produção adicionado do processamento, transporte e distribuição e de uma remuneração justa para todos os escalões da fileira.

Durante a degustação, os participantes tiveram a oportunidade de provar, sem conhecer as respectivas marcas – quatro tipos de leite, diferenciado pelo processo térmico a que foram submetidos: pasteurizado, ultrapasteurizado (UHT) esterlizado e uperizado.

A degustação, conduzida por Carmen Garrobo, directora da Escola Española de Cata (EEC), permitiu constatar que o leite tem melhores propriedades gustativas quanto menos for o seu processamento. Da mesma forma, as marcas brancas situaram-se em último lugar. Tal como referiu Carmen Garrobo “é um leite sem sabor, que passa sem pena nem glória”.

O directora da Escola de Cata chegou mesmo a identificar a existência de “traços de leite em pó”, bastando para tal observar a ‘lágrima’ que o produto deixa no copo utilizado. A fim de demonstrar que nem todas os leites são iguais, a Prolec entregou um “Manual de Cata” que ensina, de maneira simples, como distinguir os sinais da qualidade do leite.

Fonte: Anil

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