A associação ambientalista Quercus considerou que o relatório sobre o cultivo mundial de transgénicos do Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações em Agro-biotecnologia (ISAAA) «está a chocar com a realidade e a rejeição demonstrada em todo o mundo por consumidores, agricultores, estados, regiões e concelhos, e até por empresas alimentares».
«Embora o ISAAA transmita a ideia de que os transgénicos obtiveram adopção generalizada, o total de área cultivada com transgénicos representa menos de dois por cento do total mundial de área agrícola. Além disso, 88 por cento de toda a área cultivada com transgénicos está concentrada em apenas quatro países (Estados Unidos, Canadá, Argentina e Brasil», afirmaram os ecologistas.
Segundo a Quercus, «há milhares de zonas livres de transgénicos declaradas por todo o mundo, em particular na Europa», escreve o Ciênciapt.net. «Sete países da União Europeia proibiram variedades transgénicas autorizadas por Bruxelas devido aos riscos e incertezas associados à sua libertação no ambiente e consumo».
Neste contexto, a Plataforma Transgénicos Fora do Prato apelou aos portugueses para que escrevam aos eurodeputados portugueses do Comité de Agricultura do Parlamento Europeu, no sentido de garantir que os representantes nacionais chumbam o relatório do ISAAA.
Duarte Freitas e Capoulas Santos foram bombardeados com um volume enorme de e-mails de cidadãos portugueses, que não querem que a União Europeia abrace, sem restrições, a engenharia genética e as suas aplicações alimentares. A eurodeputada comunista Ilda Figueiredo já assegurou que vai votar contra o documento.
Fonte: cienciapt.net
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