Os ambientalistas da Quercus defendem “preços mais realistas” para os produtos agrícolas, para compensar os gastos, o trabalho e o risco inerentes a esta actividade. Num parecer sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento Rural 2007-2013, considera que o desenvolvimento rural deve assentar no fortalecimento do sector agrícola, defendendo que os preços têm que reflectir os custos de produção e os apoios devem reflectir preocupações ambientais.
Para a Quercus, é importante manter uma agricultura de pequena escala e extensiva, mais amiga do ambiente que a agricultura industrializada, e apoiar a regionalização do sistema agro-alimentar. “A venda local e a redução do número de intermediários permite aos agricultores receberem uma maior fracção do preço final do produto, rentabilizando a agricultura”, salientam os ambientalistas num comunicado.
A regionalização do sistema agro-alimentar, acrescentam, “dinamizaria o meio rural, através da retenção e atracção de agricultores, através da organização de produtores e consumidores e pela criação de emprego”. No seu parecer, a Quercus propõe uma série de medidas para facilitar o desenvolvimento de circuitos curtos de comercialização dos produtos agro-alimentares, ajustar os preços dos produtos agrícolas à realidade e promover uma agricultura mais amiga do ambiente.
Refere o despacho da Lusa que para aumentar a sustentabilidade ecológica da agricultura, os ambientalistas sugerem, por exemplo, a revisão dos montantes de apoio à agricultura biológica e a introdução de um imposto para produtos agro-químicos visando desincentivar o seu uso.
Para resolver a distorção do preço de mercado dos produtos agrícolas, as propostas passam pela introdução de um imposto aplicável ao transporte de produtos agro- alimentares, para aumentar o preço destes produtos de forma proporcional à distância a que foram transportados, favorecendo a produção local e por minimizar a intervenção estatal na produção e no mercado agrícola.
Com o objectivo de facilitar o início da actividade agrícola, a Quercus entende que deve ser facilitado o acesso à terra através da inventariação dos proprietários de terrenos abandonados e criação de um “Banco da terra” disponibilizando terrenos a baixo custo e terrenos estatais, a quem queira cultivá-los.
Fonte: Anil
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